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Um rumo inesperado e agradável.

Em 2015, no primeiro semestre da faculdade de Música, um professor de Metodologia do Trabalho Científico nos indicou dois livros e bastou apenas eu ler um deles pra literatura começar a ficar cada vez mais presente no meu cotidiano. Gradualmente minhas leituras foram aumentando, porém ainda não era um hábito, umas vez que minha rotina era complicada, mas agora que me formei e tenho mais tempo livre, pretendo escrever resenhas sobre os livros que leio para poder aproveitar cada vez mais as obras, registrar minhas leituras e debater sobre as obras lidas!

Un Lieu!

En deux mille treize j’ai habité à Toronto – Canada et cette ville a marqué ma vie. On y retrouve une ville moderne qui abrite des gens du monde entier et la coexistence devient incroyable parce que on y apprend toujours de nouvelles choses. J’ai rencontré beaucoup de gens et mes amis les plus proches étaient les Coréens et ensemble nous sommes allé dans de nombreux restaurants, parcs, fêtes et bars. Un week-end au début du printemps, je suis allé au Canada Français et on y parle français vien sûr, mais aussi anglais, c’est trois villes, Montreal, Quebec e Ottowa, c’est le lieu idéal pour pratique mon français!

Aproveite Enquanto Pode.

Prestes a ficarmos desempregados, minha namorada e eu começamos a cortar os gastos para conseguirmos nos manter até encontrarmos outro emprego. Após toda papelada resolvida e direitos trabalhistas pagos, tínhamos todo o tempo do mundo! O feitiço de Áquila foi quebrado e agora estávamos na nossa tão almejada paz que era muito difícil para uma recepcionista folguista e um fixo do terceiro turno.

Fomos ao sítio da avó da minha consagrada que há muito tempo planejávamos e recuperamos nossa saúde mental que foi prejudicada ao longo dos anos com o atendimento ao público. Aventuras nos rios do Amazonas, passeios em vilarejos, banhos matinais e vespertinos no rio, o café seguido de uma caminhada no orvalho, leitura na rede embaixo de uma árvore, os primos animados, o peixe recém-pescado e assado, a sesta, o por do sol e as tempestades noturnas que levam a luz e nos deixam atônitos até simplesmente apagarmos.

Na volta dessa viagem que nos renovou, minha amada teve a ideia de irmos a São Paulo, destino que ambos já conhecíamos, mas ela teve uma experiência boa e eu não. Com um pé atrás e preocupado com os gastos, tentei não pensar nisso tudo e quando percebi já estávamos indo para outra aventura! Dessa vez, ao amanhecer já nos encontrávamos trânsito caótico, o frio e o cinza de Sp. O hotel fica na região central, República, e assim começam nossas andanças que nos levaram a pfs maravilhosos, sorvetes, bibliotecas, parques, museus. Fomos bem recepcionados em todos os estabelecimentos, os ubers sempre comunicativos e nos davam dicas sobre o que fazer na cidade e logo mudei minha percepção sobre a cidade. Assim, ao voltarmos ficamos ainda melhor com o nosso estado de espírito.

Cinco meses depois dessas viagens o mundo para e uma pandemia se alastra. Sinto que teria me arrependido muito se não tivesse feito a viagem a São Paulo e teria que carregar uma angustia nesse período em que mais precisamos ter paciência e paz (que sem esse fator, já é algo dificílimo com a sociedade atual).

Por isso tudo, é preciso nos prendermos ao que realmente importa e saber que algumas oportunidades talvez não se façam presentes novamente, ainda mais em um mundo tão incerto que teremos que lidar daqui para frente.

São Paulo, le 30 septembre.

je suis sous le choc de cette ville!

il y a beaucoup de diversité et les gens semblent toujours pressés, ici on aime voir le mouvement de la rue dans un chaos presque organisé.

hier, on a allé au parc Ibirapuera et on a marché beaucoup parce que il est fantastique! nombreux arbres, lacs, carrés et on a dîné dans un restaurant en plein air avec une bonne cuisine brésilienne: riz, haricots, frites et steak!

Aujourd’hui, il fait 28°C, alors on va visiter le musée MASP sur l’avenue Paulista, est la rue la plus célèbre de la ville et après avoir visité le musée, on va boire du café à la librairie Cultura et on va achater un souvenir pour toi au marché municipal de São Paulo et on va manger le sandwich à la bologne qui est très célèbre et typique.

Je te montrerai les photos à mon retour.

Bises, Lucas Lobo.

Plaisir à Manaus!

J’irai visiter les musées royaux parce que j’adore l’histoire et l’art et en soir je marcherai dans le petites rues parce que j’aime voir la ville a nuit.

Je vais indiquerai le théâtre Amazone et la rencontre des eaux, c’est très magnifique

Lorsque vous arrivez à Manaus, vous vous sentirez très chaud, alors vous irez à l’hôtel et changer votre vêtements pour des vêtements légers et après cela, vous pourrez vous promener dans le centre historique de la ville et déjeuner au marché municipal Adolpho Lisboa. Dans l’après-midi, vous visiterez le théâtre Amazonas et le soir, vous aurez un dîner tacaca au Largo São Sebastião, puis vous vous rendrez au bar d’Armando. Vous prendrez une journée pour aller à Presidente Figueiredo et vous baigner dans les cascades, l’eau est très froide et les paysages naturels sont incroyables.

Lucas Report!

Quelles saisons avez-vous à Manaus?
Les Saisons sont-elles très marquèe?
Quelles sont les températures moyennes en été et en hiver?
Y a-t-il des périodes de pluie?

Quel est le meilleur moment pour visiter Manaus?

Bonjour à tout le monde! Aujourd’hui, nous allons parler un peu du climat de Manaus!

À Manaus, contrairement à tous les autres États brésiliens, nous n’avons d’eux saisons qui sont l’été et l’hiver trés bien définis. En été de juin à novembre il fait sec, il pleut peu et la chaleur est intense. En hiver de décembre à mai nous avons de fortes pluies, mais la chaleur reste forte.
Les variations de température sont minimes, la température moyenne en été est de 33 degrés et en hiver de 30 degrés.
La saison des pluies est en hiver, nous avons donc des pluies torrentielles pendant cette période.
Le meilleur moment pour visiter l’Amazonie est au mois d’août, où la saison sèche a déjà commencé, mais les rivières, les ruisseaux et les cascades ont un bon volume d’eau.

C’est tout, à la semaine prochaine! Au revoir!

Resenha: Dois Irmãos – Milton Hatoum

Ao ler um livro embarcamos em diferentes culturas e épocas e assim conhecemos diversas coisas que provavelmente não veríamos em uma vida toda. Essa obra não foge a esses aspectos, mas foi o primeiro livro que li que se passa na cidade tão querida cidade que moro, Manaus. O dialeto amazonense nas páginas me fez viajar a uma época que não foi a que cresci, porém conhecia muitas palavras uma vez que meu avô me conta suas aventuras na terrinha durante a sua vida, como as praças que namorava, o cinema em que trabalhou como lanterninha e vida ao redor do porto de Manaus (Manaus Harbour) que até recentemente era destino quase diário do meu véio que infelizmente hábito que teve que ser interrompido por causa do coronavírus. Conhecer um pouco da Manaus pós Segunda Guerra Mundial que se desenvolve e atrai milhares de imigrantes e o início da ditadura militar foi sem dúvida uma viagem incrível.

Em um restaurante de imigrantes libaneses, Halim (também imigrante libanês) conhece Zana e logo se apaixona. Casados, Zana deseja muito ter filhos, mas Halim não queria embarcar nessa jornada, porém cede e acabam tendo três filhos: os gêmeos Yaqub e Omar (o caçula por ter nascido minutos antes de Yaqub) e Rânia que veio alguns anos após. Viviam em uma casa perto do porto de Manaus e tinham uma empregada Domingas que é uma índia que deixou sua aldeia quando ficou órfã, foi para um Convento e após dois anos foi entregue a Zana para terminar sua criação e após se tornar a empregada da família que em nenhum momento se vemos se há remuneração, mas dedica-se inteiramente aos patrões. Omar foi problemático desde cedo, quando bebê era considerado mais frágil que Yaqub e teve cuidados excessivos de sua mãe que se estenderam durante toda a sua vida, enquanto o irmão cresceu ao lado de Domingas e criou uma relação bem forte com ela. Omar era o irmão extrovertido, enquanto Yaqub o introvertido, assim o mais velho viveu na sombra do caçula na infância e numa sessão de cinema, Yaqub beija uma menina que Omar gostava, sentindo-se ultrajado o caçula ataca o irmão e deixa um corte no rosto de Yaqub. Após a situação, Halim deseja mandar os dois para o Líbano, mas como Zana era muito apegada ao Omar, não deixou o caçula ir e assim só Yaqub embarcou na jornada. Com a volta do irmão mais velho após cinco anos, começa a sua ascensão, enquanto Omar tem o seu declínio que gera milhares de problemas a todos e começam as brigas e intrigas na família

Nessa trajetória encontramos a degradação dos pais dos gêmeos que começam a perder tudo por causa do filho caçula, chega a ser inacreditável os absurdos cometidos por ele e mesmo assim a mãe está com ele como se nada tivesse acontecido, mas o pai não e certamente o seu irmão que mesmo indo morar em São Paulo, teve a sua vingança.

O livro mostra como a ignorância pode ser o início de problemas incomensuráveis que atingem a todos que estão ao seu redor e que em certo momento, não há volta ou nada que se possa fazer.

Resenha: Vidas Secas – Graciliano Ramos

Em mais uma severa seca, parte em retirada uma família que é composta por: Fabiano, sinha Vitória, menino mais novo, menino mais velho, a cachorrinha baleia e um papagaio que infelizmente não dura muito pois vira alimento para os retirantes sobreviverem durante o percusso. Ao chegarem a uma fazenda abandonada se estabelecem, mas logo após isso o dono da propriedade aparece e então Fabiano começa a trabalhar para ele.

Assim começa mais um ciclo de uma família que tenta vencer a seca, Fabiano se julga um “bicho” e isso é ilustrado ao longo do livro diante a sua dificuldade com a linguagem, sendo assim atormentado pelo seu patrão e os soldados amarelos uma vez que não consegue se defender diante das injustiças que lhe são acometidas. Sua esposa sonha com uma cama, o menino mais novo almeja ser como pai e o menino mais velho tem interesse pelas palavras e fica questionando elas com seus pais. Baleia é um personagem incrível, salvou os donos durante a retirada quando caçou um préa e foi fiel aos donos, ajudando-os na fazenda e sendo uma grande companheira para seus filhos. Por causa dela que temos o livro, uma vez que Graciliano Ramos escreveu um conto sobre ela e depois veio o restante da obra.

A maneira que o autor descreve a realidade brutal dos personagens com o seu meio é de um imenso choque, pois suas vidas são realmente “secas” diante do sonho de um retirante que é sobreviver a tantas situações adversas.

Resenha: A volta ao mundo em 80 dias – Júlio Verne

Desde quando comecei a ler, a literatura de aventura sempre foi a que mais me cativou e dessa vez não foi diferente! Além das aventuras, a personalidade de alguns personagens foram responsáveis por uma ótima leitura em tempos de quarentena onde o chefe de estado brasileiro só me causa asco.

Na Londres de 1872 vive o excêntrico e misterioso Phileas Fogg que pertence a alta sociedade, porém não convive nas convenções que poderia ter acesso, exceto o Reform-Club, onde ainda tem poucos amigos com quem joga Whist (mesmo jogo que Ivan Ilitch jogava, tem resenha do livro dele também!)

Fogg era um homem impassível que não desperdiçava pensamentos e nem movimentos, muito rigoroso com os seus afazeres e com seus empregados. Em uma dessas falhas humanas de seu criado, ele acaba demitindo-o e contrata Passepartout que não tem ideia da aventura que está prestes a embarcar.

No dia 29 de Setembro ocorre um assalto num Banco de Londres e esse passa a ser o assunto de Phileas Fogg e três amigos que estão no Reform-Club jogando Whist. Durante o jogo, dois de seus amigos entram em desacordo sobre a fuga do ladrão, um alega que as chances da fuga está a favor do ladrão, mas seu companheiro diz que ele não tem lugar no mundo para se esconder e então na réplica de seu amigo entra em questão o tamanho da terra que é muito grande! Fogg intervém dizendo que ela já não é tão grande uma vez que os meios de viagem já possibilitam rodar o mundo mais rápido, a discussão continua até o ponto de fecharem uma aposta com Phileas Fogg dizendo que ele não consegue e o inabalável homem aceita.

Naquela mesma noite Passepartout e Phileas Fogg partem na direção leste e começam a sua aventura que mesmo com os percalços do caminho salvam pessoas, são atrapalhados por um inspetor de polícia cego por uma recompensa e usam os mais variados meios de transporte como: elefantes, trenós, iates, carros e embarcações comerciais.

O que mais tirei desse livro foi como a paciência e impassibilidade de Phileas Fogg é importante quando queremos algo. Na maioria dos problemas que ele enfrentou, mesmo após várias alternativas e tentativas que deram errado ele estava lá do mesmo jeito sem mudar sua expressão e sempre indo em frente mostrando que o importante é seguir. Isso é muito complicado adaptar para a vida das pessoas pois nem todas tem as mesmas condições, digo isso pois o protagonista só embarcou nessa porque investiu metade da sua fortuna (20 mil libras), mas é bom ir até o fim para ver no que vai dá.

Resenha: The Music Shop – Rachel Joyce

A Loja de Música (tradução literal) conta a história de um homem solitário apaixonado por música e vinis que possui uma loja de música em 1988, Frank. No fim da década de 80 começava o auge do compact disc (cd), enquanto o vinil despencava nas vendas, porém Frank não aceitava essa transição e relutava com os revendedores que queriam apenas lhe vender cds.

Frank acreditava no seu atendimento e isso era realmente o que mantinha a sua loja aberta, pois ao conversar com os seus clientes ele identificava o que a pessoa precisava escutar para lidar com seus problemas ou apenas conhecer outro estilo musical e se divertir. Ele tem como assistente Kit, um rapaz atrapalhado, mas de bom coração que sempre acredita que as coisas vão melhorar para a loja e as lojas de seus amigos da rua União (tradução livre). Nessa rua existem alguns comércios em que os donos sempre estão na loja de Frank, tais como Maud, a tatuadora ranzinza que tem sentimentos amorosos por Frank, mas decide não demonstrar, Father Antony, um padre aposentado que sempre dá conselho a todos. O clichê do livro começa quando num dia frio, Frank escuta um barulho em frente a sua loja e vai ver e o que é, quando abre a porta se depara com uma mulher deitada no chão, Ilse Brauchmann, logo no primeiro olhar uma paixão surge entre os dois, mas para os dois se entenderem e serem felizes é uma longa jornada, uma vez que Frank tem bloqueios emocionais devido a relação que teve com a sua mãe durante a sua infância e adolescência e Ilse é uma imigrante alemã que tenta recomeçar sua vida após algo trágico acontecer na sua carreira.

Todas as lojas da rua da União estão passando por problemas financeiros e de segurança, é muito legal ver como a amizade deles vai se fortalecendo diante das adversidades e desafios que eles vão superando juntos.

Sobre a relação de Frank e Ilse, pude ver que nem sempre podemos ter o nosso passado como referência para o futuro, uma vez que as circunstâncias são diferentes e podemos nos dar segundas chances para não repetirmos os mesmo erros e assim nos permitir para encontrarmos algo melhor.

Mesmo não tendo gostado do final, recomendo muito essa leitura, uma vez que a música está sempre presente na vida dos personagens e para quem já tem uma base na língua inglesa, é muito bom para a prática do reading.

Resenha: Quincas Borba – Machado de Assis

Não era o que eu esperava, foi além. Após ler Memórias Póstumas de Brás Cubas e conhecer o Quincas Borba nas desventuras do defunto-autor, esperava a narração da vida do Quincas Borba, contando sua infância, o período em que morou na rua, o desenvolvimento da sua doutrina Humanitas, aristocracia e a loucura, mas não é bem assim.

O livro continua a insanidade que o Quincas Borba apresentou em Brás Cubas, mas o protagonista agora é Rubião, um professor frustrado que tentou ser capitalista, porém não conseguiu e tenta casar sua irmã com o Quincas Borba, mas essa vem a falecer logo após a paixão dos dois e isso aproxima o filósofo e o professor.

Sem nenhum parente, Quincas Borba deixa uma herança para Rubião que fica rico da noite para o dia, mas com uma condição, cuidar do seu cachorro que se chama… Quincas Borba! Aí começa a jornada do ingênuo professor que se muda para o Rio de Janeiro, começa a viver na corte, conhece o casal Palha e Sofia, que logo começam a usufruir da fortuna do recém-chegado e por tratá-los muito bem, Rubião acaba se apaixonando por Sofia e então o declínio do protagonista começa após revelar essa paixão para a mulher casada, Sofia.

Como em Dom Casmurro, a ambiguidade se faz presente, o leitor fica pensando se as relações são por interesse ou não e a obsessão que Rubião tem por Sofia o tira de suas faculdades mentais e o levam para uma vida de tormenta.

É interessante ver como a má interpretação pode nos levar a ruína, ainda mais que o protagonista não tem noção dos seus atos e se deixa levar por opiniões alheias, tanto que é narrado em terceira pessoa, diferente de Bentinho e Brás Cubas que eram capazes de narrar suas histórias.

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